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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

E a Europa ali tão perto...


Marion Cotillard, imprevisto emblema da entrega dos Óscares, esta madrugada, foi a surpreendente (e surpreendida) distinguida na categoria de representação feminina, figurando ao lado do mais que previsto Daniel Day-Lewis (arrecadou a terceira estatueta da sua carreira) e dos irmãos Coen - levaram para casa os prémios mais cobiçados: Melhor Filme e Realização (Este País Não é Para Velhos). Nos desempenhos de suporte, Javier Bardem e Tilda Swinton confirmaram uma regra curiosa: as categorias de representação distinguiram exclusivamente actores europeus. Irónicos sinais dos tempos, numa indústria cinematográfica de grande escala que, independentemente da presença plutocrática dos mastodônticos estúdios de Hollywood e suas estruturas tentaculares na sétima arte, não deixa de desvendar um espaço mediático cada vez maior para actores não americanos.

A lista completa de vencedores pode ser consultada aqui.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A corrida aos Óscares começou...

Num ano em que a sétima arte e suas manifestações paralelas vivem uma crise sem precedentes face à greve de argumentistas, foi ontem anunciada a lista oficial de nomeações para os Óscares. Se a habitual antecâmara dos Globos de Ouro - com os vencedores anunciados no passado dia 13 de Janeiro - levantou um pouco o véu, estreitando espaços para grandes surpresas, o rol de nomeações impõe, ainda assim, algumas reflexões curiosas. Desde logo, nas categorias de representação, uma nota de destaque para Tommy Lee Jones, cuja performance como veterano da guerra do Vietname Hank Deerfield lhe rendeu a primeira nomeação como actor principal, depois de duas nomeações em papéis de suporte (em JFK, de 1991, e em O Fugitivo, de 1993; o segundo foi distinguido com a estatueta). Ainda nessa categoria, a personificação de Michael Clayton valeu a George Clooney também a primeira nomeação como actor principal, depois da vitória do ano transacto, como secundário, em Syriana. Johnny Depp terá a sua terceira oportunidade, depois das nomeações de 2003 (Piratas das Caraíbas) e 2004 (À Procura da Terra do Nunca), com a brilhante interpretação do barbeiro vingativo no novo musical de Tim Burton, Sweeney Todd. Outro estreante nestas andanças dos Óscares é o nova-iorquino Viggo Mortensen que viu a Academia distinguir o insensível Nikolai de Promessas Perigosas. No topo das apostas para levar a estatueta para casa, depois da consagração nos Globos de Ouro na classe dramática, está o já premiado Daniel Day-Lewis (vencedor em 1989 em O Meu Pé Esquerdo e nomeado em 1993, Em Nome do Pai e 2002, Gangs de Nova Iorque), pela reprodução de Daniel Plainview, o magnata do petróleo de Haverá Sangue, de P.T. Anderson.

Em funções de suporte, ao lado das previsíveis nomeações de Javier Bardem (vencedor do Globo de Ouro, em Este País Não é Para Velhos, já nomeado em 2000 como actor principal), Casey Affleck (O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford), Phillp Seymour Hoffman (Jogos de Poder, vencedor em 2005 como actor principal em Capote) e Tom Wilkinson (Michael Clayton, nomeado em 2001 como actor principal), surge a surpresa de Hal Holbrook, em O Lado Selvagem, de Sean Penn.

Nas senhoras, a australiana Cate Blanchett confirma as recentes predilecções da Academia e, depois de uma estatueta (actriz de suporte em O Aviador, de 2004) e duas nomeações (Elizabeth, 1998, e Diário de Um Escândalo, de 2006), repete dupla nomeação: papel principal em Elizabeth - A Idade do Ouro e de suporte em I'm Not There, a representar Bob Dylan. A veterana Julie Christie, já laureada pela Academia, conhece novo fôlego mediático como Fiona, uma doente de Alzheimer no drama Away From Her, de Sarah Polley. Entre essas duas deve decidir-se a atribuição da estatueta, embora não deva ser desconsiderado o trio de outsiders: Laura Linney em The Savages, Marion Cotillard, a Edith Piaf de La Vie en Rose (ganhou o globo de ouro para papéis principais em musicais) e da jovem Ellen Page, a mãe adolescente de Juno.

Na categoria secundária, além da super-favorita Cate Blanchett, as já esperadas distinções das debutantes Saoirse Ronan (Expiação), Amy Ryan (Gone Baby Gone), Tilda Swinton (Michael Clayton) e a menos consensual presença de Ruby Dee (Gangster Americano) que, aos oitenta e três anos, merece primeira atenção da Academia e terá, in extremis, superado Julia Roberts (Jogos de Poder) na corrida para a nomeação.

Para o título de melhor filme de 2007, a surpresa foi a inclusão de Juno, a par com um quarteto de nomeações mais do que esperadas: Michael Clayton, Haverá Sangue, Este País Não é Para Velhos e Expiação. O burburinho dos bastidores prevê um duelo taco-a-taco entre os três últimos. Essa peleja deve também repetir-se, apenas a dois, no Óscar para a Melhor Realização entre P.T. Anderson (Haverá Sangue) e os irmãos Coen (Este País Não é Para Velhos). A correr "por fora", estarão Tony Gilroy (Michael Clayton), Jason Reitman (Juno) e Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta).

As decisões finais serão anunciadas a 24 de Fevereiro.
A lista integral de nomeações, pode ser consultada aqui.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Scorsese, finalmente...

Foram ontem atribuídos os Óscares do cinema americano e confirmou-se aquilo que se esperava: nenhuma surpresa relevante. Babel, de Iñarritu, e Cartas de Iwo Jima, de Eastwood, passaram ao lado das principais categorias e, no extremo oposto, Martin Scorsese teve, finalmente, a sua noite de consagração. Justíssima a sua designação para melhor realizador do ano com The Departed - Entre Inimigos. Nas categorias performativas individuais, duas construções magníficas, de longe as minhas preferências pessoais do ano, levadas à tela por Helen Mirren (The Queen, A Rainha) e Forest Whitaker (The Last King of Scotland, O Último Rei da Escócia) foram muito justamente distinguidas. O Óscar mais cobiçado da noite premiou The Departed - Entre Inimigos como a fita magna do ano. Confesso que tinha um fraquinho por Little Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris e que também gostei imenso do sublime Letters From Iwo Jima, Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood, mas não deixa de ser justa a escolha da película de Scorsese. Vistas bem as coisas, já era tempo de os senhores da Academia reconhecerem a carreira de um realizador que nos deu obras-primas como Taxi Driver (1976), Raging Bull(1980), Goodfellas (1990) ou Casino (1995). Nas categorias de representação de suporte, Alan Arkin, na pele de um conservador e áspero avô, acabou por ser a bandeira de Little Miss Sunshine na noite, roubando a estatueta a Djimon Hounsou, brilhante em Blood Diamond, Diamante de Sangue. Nas senhoras, Jennifer Hudson (Dreamgirls) era a favorita e ganhou, mas Adriana Barraza e Rinko Kikuchi (ambas em Babel) ou a surpreendente revelação de Abigail Breslin (a minha favorita), a pequenita que enche a tela de Little Miss Sunshine, também mereceriam a distinção. Nas categorias técnicas, o último conto de fadas de Guillermo del Toro (El Laberinto del Fauno, O Labirinto do Fauno) foi agraciado pela Fotografia, Caracterização e pela Direcção Artística. O prémio para o argumento original foi, como não podia deixar de ser, para Michael Arndt, argumentista de Little Miss Sunshine.

Veja a lista completa de premiados, clicando aqui.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

77.ª edição dos Óscares - Vencedores

Nesta madrugada foram anunciados os vencedores da 77.ª edição dos Óscares. Sem grandes surpresas, Million Dollar Baby, o filme de Clint Eastwood foi o grande vencedor da noite, recolhendo as estatuetas de melhor filme, realizador (Clint Eastwood), actriz (Hillary Swank) e actor secundário (Morgan Freeman). Ainda não foi desta que Martin Scorsese conseguiu o desejado galardão da realização mas O Aviador foi consagrado com cinco óscares, embora em categorias menos mediáticas: actriz secundária (Cate Blanchett), direcção artística, fotografia, guarda-roupa e montagem.

Na categoria de actor principal, tal como era considerado na generalidade das previsões, Jamie Foxx foi distinguido pela sua representação de Ray Charles, na fita Ray. Noutras categorias, uma nota para Sideways de Alexander Payne, merecedor do prémio para argumento adaptado e Despertar da Mente que arrecadou a distinção para melhor argumento original.

Veja aqui a lista de vencedores da noite.

Um pequeno pormenor: na mesma noite a Academia premeia dois filmes (Mar Adentro para melhor filme estrangeiro e Million Dollar Baby) que abordam frontalmente a polémica da eutanásia. Sinal de mudança?

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

Nomeações para os Óscares 2005

Foram hoje anunciadas as nomeações para as estatuetas mais cobiçadas da sétima arte. Assim, a Academia de Hollywood deliberou o seguinte, para as principais categorias:

Melhor Filme
THE AVIATOR
FINDING NEVERLAND
MILLION DOLLAR BABY
RAY
SIDEWAYS

Melhor Realizador
Martin Scorsese - THE AVIATOR
Clint Eastwood - MILLION DOLLAR BABY
Taylor Hackford - RAY
Alexander Payne - SIDEWAYS
Mike Leigh - VERA DRAKE

Melhor Actor
Don Cheadle - HOTEL RWANDA
Johnny Depp - FINDING NEVERLAND
Leonardo DiCaprio - THE AVIATOR
Clint Eastwood - MILLION DOLLAR BABY
Jamie Foxx - RAY

Melhor Actor Secundário
Alan Alda - THE AVIATOR
Thomas Haden Church - SIDEWAYS
Jamie Foxx - COLLATERAL
Morgan Freeman - MILLION DOLLAR BABY
Clive Owen - CLOSER

Melhor Actriz
Annette Bening - BEING JULIA
Catalina Sandino Moreno - MARIA FULL OF GRACE
Imelda Staunton - VERA DRAKE
Hilary Swank - MILLION DOLLAR BABY
Kate Winslet - ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND

Melhor Actriz Secundária
Cate Blanchett - THE AVIATOR
Laura Linney - KINSEY
Virginia Madsen - SIDEWAYS
Sophie Okonedo - HOTEL RWANDA
Natalie Portman - CLOSER


Para ver a lista completa das nomeações clique aqui.

Aceitam-se prognósticos. A divulgação dos vencedores acontecerá no dia 27 de Fevereiro.