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segunda-feira, 9 de julho de 2007

Interpol - Our Love to Admire

8/10
Capitol
2007
www.interpolnyc.com



Já estão demasiado gastos os argumentos que, desde os primeiros passos dos Interpol, buscaram simetrias entre os nova-iorquinos e o legado de dramatismo e tensão negra do rock dos Joy Division. As referências dessa herança contagiam de uma forma insofismável a obra de Paul Banks e seus pares, é certo, mas não são estorvo para a estruturação de um som próprio e, sobretudo, para a afirmação de um jeito peculiar de musicar despojadamente a melancolia. Nesse particular, Our Love to Admire, terceiro registo do quarteto, revela-se menos espartano do que os antecessores, se atentarmos na diligência da produção de Rich Costey (as suas coordenadas anteriores apontam ao universo dos Muse e dos Franz Ferdinand) a acrescentar magnitude e subtileza orquestral à identidade dos Interpol, sem ofender minimamente as causas ensimesmadas a que eles nos habituaram. No resto, os nova-iorquinos são fieis à cartilha pós-punk do costume: linhas de guitarra a riscar o padrão melódico das composições, sintetizadores itinerantes (e escondidos) num mosaico de paredes de som e emoções, baixos de tons negros e percussões claustrofóbicas. Conceptualmente (e instrumentalmente) mais expressivo e uns furos acima da constância rítmica dos antecessores, Our Love to Admire é, por isso, o mais arriscado dos registos dos Interpol e, embora não manifeste a excelência melódica do magnífico Turn on the Bright Lights (2002), é uma peremptória ultrapassagem ao conformismo de Antics (2004) e abre subliminarmente outros ângulos para o porvir da banda. Aos mais cépticos nestas coisas de estreias em selos major, recomendam-se visitas repetidas à grandiosa "Pioneer to the Falls", ao deleite cavalgante de "Mammoth", à subversão pop de "Rest My Chemistry" e ao experimentalismo ecoante de "Wrecking Ball". Dá para não ficar rendido?

quinta-feira, 28 de outubro de 2004

Interpol - Antics (CD, 2004)

Apreciação final: 5/10

Este é o segundo trabalho de originais dos americanos Interpol, depois do bem sucedido Turn On The Bright Lights. Há aqui algo de Joy Division e de The Chameleons, ou mesmo dos The Cure, mas o trabalho não está à altura do seu predecessor, não há ensejo para expedições inovadoras. Ainda assim, o registo merece uma referência pela importação de ritmos dançáveis, um ingrediente novo no percurso dos Interpol.

O disco é outra jornada na maturação da banda, em busca do melhor som, calcorreando caminhos ignotos com irresolução. A produção é sensata, destaca a voz de Paul Banks, em oposto do primeiro disco da banda.

O preceito primordial é a perda do amor e a reflexão pragmática sobre a resignação à força intangível da vida. A frustração faz-se carisma e veste-se da música dos Interpol.