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segunda-feira, 23 de abril de 2007

Feist - The Reminder

6/10
Universal
2007
www.listentofeist.com



Não bastava apenas o facto de ela ser presença regular nas actividades do seminal colectivo Broken Social Scene, e, antes disso, ter tocado com Peaches (nesse tempo, Fesit respondia pelo nome de Bitch Lap Lap...) ou Gonzales, também a moça se deu a um percurso a solo que, mais do que meramente estimular os melómanos curiosos por estas coisas dos side projects, a estabeleceu como uma das marcas mais relevantes da música canadiana. O terceiro título de originais confirma aquilo que já se sabia dela: é senhora de uma voz melíflua como poucas e usa-a com a agilidade de uma cantora/compositora versada em diversos estilos sonoros, sempre reduzidos a formas minimalistas e com embalos importados do jazz ou da folk tradicional. A surpresa deste The Reminder está na revisão de "See-Line Woman", peça conhecida na voz de Nina Simone, apresentada numa suculenta dimensão tribalista-gospel e re-grafada como "Sea Lion Woman". Nas demais peças do alinhamento, ainda que com o esperado (e bem-vindo) investimento nas múltiplas possibilidades do espectro emocional da voz de Feist, com uma ou outra excepção útil (o piano bar e a construção harmónica de "1234" é uma delas...), desvenda-se uma escrita menos inspirada - porque pende para espaços afastados da rústica sedução que se lhe conhecia - do que no sublime Let it Die, de há três anos. Efeito conjuntural do debute numa major ou não, a verdade é que The Reminder, não sendo um álbum despiciendo, pouco soma à família de recursos de Feist e, por isso, a reboque dos instantes mais oportunos, suprirá apenas minimamente os ansiosos apetites daqueles que esperavam um Let it Die, Vol. II.

Posto de escuta MySpace de Feist

terça-feira, 26 de outubro de 2004

Feist - Let It Die (CD, 2004)

Apreciação final: 7/10

Leslie Feist é o seu nome de baptismo. Percorreu mundos desconhecidos, no underground do indie, até ser convidada a seguir em digressão com Peaches. Depois disso, colaborou com os Ocean Colour Scene, conseguindo uma notoriedade que a fez pensar numa carreira a solo. Este é o seu segundo trabalho, uma combinação presumida de folk, bossa nova,indie rock e ambientes jazz. Este disco é um pequeno tesouro escondido, uma aventura excitante, um desafio ao ouvinte para recolher ao desvão da alma e para lhe escutar os mistérios. Uma voz lídima de menina, o bom gosto avocado, as melodias originais castas e imaculadas, algumas versões esmeradas e momentos de prazer prometidos. Este é o compromisso de Let It Die.