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segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Clap Your Hands Say Yeah - Some Loud Thunder




Foi o burburinho da blogosfera que lhes fez grande parte da reputação e os atirou para os palcos mediáticos da cena nova-iorquina, primeiro, e do mercado americano, depois, em resposta a uma edição de autor homónima que depressa se tornou um dos títulos mais requisitados de 2005. Não sendo um exemplo de originalidade, o disco projectava-se no referencial de coordenadas dos Violent Femmes ou dos Talking Heads, encontrando aí vida própria e uma curiosa (e talentosa) fórmula para a construção de canções de fino recorte. Some Loud Thunder é o sucessor e leva-nos, desde os primeiros acordes, para outras paragens. Decididamente mais experimentais (não necessariamente melhores...) e, por isso, mais errantes, as novas composições parecem enredar-se a si mesmas num novo paradigma de cadências mais lentas, arestas limadas pela produção e texturas menos rock. E diminuir a porção de deliciosa energia e laconismo rock da estreia, afinal o catalisador da sua frescura, é um risco muito penalizador do som dos CYHSY. Fica a esperança de que eles retomem a descoberta de si mesmos (de que o álbum de debute é um manifesto), antes de partirem para a redescoberta experimental do seu som. Ainda é cedo para aparecerem outros Flaming Lips.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Clap Your Hands Say Yeah

Apreciação final: 8/10
Edição: Clap Your Hands Say Yeah, Junho 2005
Género: Indie Pop
Sítio Oficial: www.clapyourhandssayyeah.com







Quinteto de Brooklyn, os Clap Your Hands Say Yeah apresentam-se numa edição de autor de que muito se tem falado (e escrito) em terras de Tio Sam. Entre os cotejos recidivos com os Violent Femmes, os Arcade Fire ou Talking Heads (dá para mascarar?), Alec Ounsworth e seus pares inventaram um disco que, além de revigorar o conceito art-pop, os leva um pouco adiante daqueles estímulos, num registo profundamente emocional e singularmente apelativo e que, graças a uma dinâmica invulgar de incitamentos criativos, se reinventa ao longo das doze faixas de um alinhamento melodioso. O júbilo das harmonias não é, contudo, feito de instantes excessivamente melosos, antes deriva de uma orgânica instrumental expedita e da elasticidade vocal de Ounsworth que, sem pejo de comparações e sem a asfixiante obsessão de criar a next big thing, afirmam um estilo próprio. E se é certo que não se trata de uma assinatura particularmente inovadora - o traço dos Clap Your Hands Say Yeah não mudará o curso da música - não é menos verdade que este disco homónimo propõe um corpo convincente de canções (o tema circense de abertura é a única falha) e que certifica os CYHSY como mais que provável revelação do ano.

Clap Your Hands Say Yeah tem qualquer coisa de enleante e docemente assombrado e conduz o ouvinte a um retemperante universo de paisagens sónicas louçãs, desenhadas com a mestria, o talento e a perseverança de uma banda que nos lega uma obra digna de repousar nas nossas memórias por muito tempo. Os Clap Your Hands Say Yeah são rock, pop, indie, retro, art...E depois de escutar este disco é (quase) impossível não sentir um impulso repentino e inadiável para bater palmas e clamar a plenos pulmões: Yeeeaaahhhhh!!.

Posto de escutaIn This Home on IceUpon This Tidal Wave of Young BloodOver and Over Again (Lost & Found)
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