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sábado, 25 de agosto de 2007

Caribou - Andorra

7/10
Merge Records
2007
www.caribou.fm



Previamente dado a conhecer ao mundo sob o epíteto Manitoba - designação de que teve de prescindir, com dois álbuns editados, depois de algumas querelas forenses à volta do pseudónimo artístico do cabecilha dos Dictators - o canadiano Dan Snaith rebaptizou, em 2004, o seu conceito musical, socorrendo-se do título de uma canção célebre dos Pixies. Rapidamente sacralizado junto do escol crítico (não tanto nas massas populares...), sobretudo depois da edição de Up in Flames (2003), segundo opus onde revelou traços essenciais de um som com afinidades jazz (ou derivações Motown?) e com queda para as electrónicas sonhadoras, bem ao jeito daquilo a que as convenções costumam chamar dream pop psicadélico, Snaith é, hoje, figura de proa da música canadiana. Cultor das melodias como esteios estruturais de qualquer esquema compositivo, é nelas que Snaith deposita a subsistência das canções deste disco. Seguindo o rasto do antecessor (The Milk of Human Kindness, de 2005), Andorra é uma confiante sinfonia de tons pop, recordando os ornamentos exuberantes de alguns dos artesanatos sonoros dos 60's ou dos tricotados krautrock dos 70's, algo bem distante das electrónicas introvertidas e irresolutas do início de carreira. Ao mesmo tempo, para além de despontar um notório acréscimo de confiança nas capacidades vocais, revela-se, por detrás de extravagantes texturas que combinam instrumentos reais e feitiçarias sintéticas, uma escrita segura nas suas fantasias, contagiante e rítmica, pejada de cores e multiforme. A mistura pode nem sempre sair bem apurada, resvalando aqui e ali para um certo enfado e inconsequência (pormenores particularmente penalizadores da coda "Niobe") que a excelência da produção e o bom senso de atalhar o disco nos nove trechos não escondem. Ainda assim, não falta em Andorra matéria para uns quantos deslumbramentos...

Posto de escuta Melody DayAfter HoursEli

sexta-feira, 20 de maio de 2005

5 rapidinhas


Ivy - In The Clear (7/10)
Projecto nova-iorquino apresenta o seu primeiro álbum em quatro anos e percorre, sem especial criatividade ou inovação, o universo relaxante da dream pop. Vocalizações etéreas e encantadoras e interjeições subtis da electrónica que se resumem em texturas melodiosas, simultaneamente inquietantes e pacificadoras.
(Nettwerk, Março 2005)






The Boy Least Likely To - Best Party Ever (7/10)
Disco sólido e dissimuladamente pueril que partilha do imaginário das crianças e usa-o na construção de um som invulgar, com protagonismo das vocalizações em coro e de instrumentalizações pouco habituais. Canções revigorantes que destapam um mundo nem sempre percebido pelos mais crescidos.
(Too Young To Die, Maio 2005)





Kathleen Edwards - Back to Me (6/10)
Canadiana de origem, espírito feminino, voz determinada, canções emocionais e sinceras e fragilidade no sentimento são os condimentos de Edwards. Neste registo, a cantora solidifica a sua afirmação como compositora e, no choro de uma guitarra, faz a catarse das suas próprias decepções amorosas, em histórias musicadas com o detalhe de um disco tocante de baladas.
(Zoe, Março 2005)






Caribou - The Milk of Human Kindness (7/10)
Pop enriquecida com arranjos orquestrais e orgânica electrónica psicadélica. Dan Snaith (mentor do projecto Manitoba) renasceu com o epíteto Caribou e produz um fluxo sonoro transcendental e não-linear, hipérbólico nas ideias e detalhado nos arranjos .
(Domino, Abril 2005)







Red Sparowes - At the Soundless Dawn (7/10)
Membros dos Neurosis e dos Isis juntam-se num álbum que acolhe o traço idiossincrático de ambos os projectos e segue numa excursão imaginativa pela versatilidade da guitarra, em registo menos cru do que o esperado, esticando os acordes até as fronteiras do rock progressivo. Ambiental e introspectivo.
(Neurot, Abril 2005)