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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

VHS or Beta - Bring On the Comets

5/10
Astralwerks
2007
www.vhsorbeta.com



Apesar de serem recorrentemente "desalinhados" (ou diminuídos) das correntes recentes de revitalização do dance-punk (onde os compatriotas !!!, Radio 4 ou The Rapture, por exemplo, são vozes dominantes) pelo facto de se colarem a estéticas próprias das vagas mainstream e pela particularidade de, um par de álbuns medianos, não ter revelado a grande canção, deles sempre se conheceu um mais ou menos anunciado fraquinho pelo lado mais dançável (ou mais funk?) do rock e da pop. De resto, essa tendência vem sendo sublimada pelo quarteto americano e parece encontrar agora, ao terceiro título, a solidez estrutural que faltou antes. Descendente natural de uma série de sons oriundos dos anos oitenta, pelo menos da cultura europeia de clube da época (The Cure e Duran Duran são luminárias reais), Bring On the Comets é um puro exercício retro, com guitarras angulares e sintetizadores a coser as texturas, refrões (tendencialmente...) orelhudos e um atractivo impulso dançante. Mas, tal como nos trabalhos anteriores, a despeito do sensível crescimento orgânico que aqui demonstram, os VHS or Beta continuam a viver de um discurso demasiado atado às suas referências e cujo alcance pouco mais faz do que esgotar-se em pastiches avulsos delas.

sexta-feira, 4 de março de 2005

VHS or Beta - Night On Fire

Apreciação final: 6/10
Edição: Astralwerks, Setembro 2004
Género: Indie Rock/Electro-Rock/Dance-Punk



O segundo longa duração dos americanos VHS or Beta é um tomo de dance-punk circunspecto, na linha dos Radio4. Night On Fire tem estilo, é festivo, irónico e acolhedor. O revivalismo disco funde-se com tecidos rock, aproximando o som do grupo, a espaços, da electrónica retro tipo Duran Duran ou The Cure. Re-invenção ou pilhagem do património 80's? A obsessiva tendência para a cópia faz o disco tombar, vencido pelas silhuetas das suas idolatrias. Depois, é notoriamente excessiva a exuberância das texturas instrumentais, feitas de hiperbólicas interposições que, por tanto insistirem na busca da suprema opulência, apenas conseguem o frenesi inevitável da desordem.

Night On Fire é apenas uma proposta honesta; uma mais na desmedida imensidão de alvitres desta espécie que inundaram o mercado discográfico no ano de 2004. Merece uma escuta? Definitivamente, sim. Mas com a mente aberta para descobrir uma nostálgica banda copy-paste dos 80's cujo maior mérito, até à data, é despertar-nos a vontade de sacar os velhinhos vinis dos Cure da prateleira.