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sábado, 6 de maio de 2006

Pearl Jam - Pearl Jam

Apreciação final: 7/10
Edição: J Records, Abril 2006
Género: Hard Rock
Sítio Oficial: www.pearljam.com








A morte prematura de Kurt Cobain e a cessação de bandas como os Soundgarden, os Screaming Trees ou os Alice in Chains precipitaram o coma de uma corrente musical que ganhou escala mundial, partindo de Seattle, e que, em traços gerais, captava a onda contestatária e de revolta do pós-punk da década de 80 e algumas influências do hard rock alternativo dos Led Zeppelin e Black Sabbath, entre outros. Riffs de guitarra teimosos e repetitivos, refrões melódicos e uma postura impugnativa eram as regras do que convencionou chamar-se de grunge. Desse movimento poucos sobreviventes restam, à cabeça deles os Pearl Jam. Com um percurso consistente desde Ten (1991), contemporâneo do inesquecível Nevermind dos Nirvana, Eddie Vedder e seus pares contam já década e meia de carreira. A sua mais recente edição, de título homónimo, é um recuo às origens. De lado parecem ter ficado os tiques pop,o flirt com o mainstream e o devaneio experimental de outros discos. Aqui, o discurso é assertivo, decidido e musculado, dando primazia à escola do hard rock corpulento e urgente, de acordes abertos e poderosos. Esse sentido de urgência atravessa o alinhamento de Pearl Jam, ainda que a segunda metade do disco dê provas de maior volubilidade, sem beliscar a conveniência do rock clássico do grupo.

Ao oitavo álbum de estúdio, os Pearl Jam recuperam o mais singular dos seus traços, aguçando as fórmulas rock e revisitando as máximas que trouxeram a banda ao estrelato. Raramente eles soaram tão cirúrgicos e espontâneos como em "Life Wasted", "World Wide Suicide" ou "Unemployable", canções que provam o à-vontade da banda com equações sonoras mais nervosas e, ao mesmo tempo, deixam evidente a consciência político-social (efeitos colaterais da administração Bush?) e a evocação emocional dos conteúdos líricos do disco. Rock electrizante e apaixonado. Ao repescar esses cânones básicos, os Pearl Jam invertem o curso do tempo, recuam à génese e cobram a descolagem do rótulo grunge. Afinal, eles sempre foram aquilo que são neste álbum: uma banda de rock genuíno, intenso e sem prazo de validade.

domingo, 24 de outubro de 2004

Pearl Jam - At Benaroya Hall (CD, 2004)

Apreciação final: 6/10

Mais um disco ao vivo dos Pearl Jam. Neste, o pretexto foi uma actuação no Benaroya Hall, com fins caritativos, em 22 de Outubro de 2003. A novidade reside no formato acústico do alinhamento, reunindo alguns temas pouco habituais, canções não editadas em álbum, raridades ao vivo e versões, como por exemplo, "Masters of War" (Bob Dylan), "25 Minutes To Go" (Shel Silverstein) e "Crazy Mary" (Victoria Williams).

O registo não é especialmente insigne, embora se demarque da quantidade desmedida de títulos ao vivo editados pelos Pearl Jam. O óbice reside no formato acústico, definitivamente não é a melhor opção para alguns dos temas escolhidos. Além disso, dois demorados cd's acústicos, acabam por tornar as faixas enfadonhas. Porém, os admiradores da banda de Seattle não ficarão desapontados com este trabalho.