
Apreciação final: 8/10
Edição: Columbia, Maio 2005
Género: Metal Alternativo
Sítio Oficial: www.systemofadown.com
Edição: Columbia, Maio 2005
Género: Metal Alternativo
Sítio Oficial: www.systemofadown.com
Serj Tankian (voz), Daron Malakian (guitarra), Shavo Odadjian (baixo) e John Dolmayan (bateria) são os System of a Down. Andam por cá desde 1995 e quem não os conhece passa ao lado de uma das bandas metal mais criativas do planeta. A marca do quarteto são as estruturas de acordes simples, seguidoras da lógica trash, as alternâncias psicadélicas entre a melodia vocal e o tom confrontador das distorções e dos clamores de Tankian e uma frenética predisposição para partir tudo o que houver de ser partido. Mezmerize é a primeira parte de uma edição dupla prevista para 2005 (a outra metade chegará às lojas em Novembro) e é uma amostra refinada do que os rapazes são capazes de fazer. A irreverência e a frescura combustível das texturas é a costumeira, as letras são activistas e quase revolucionárias, sublinhando sardonismos que percorrem, com idêntica validez, a esfera da política, da sexualidade, da cegueira social e o leque completo de extravagâncias que compõem as fantasias dos System of a Down. Além disso, o valimento supremo de Mezmerize é ser capaz de, não renunciando à sua condição metaforicamente histriónica, produzir um ímpeto imparável de energia que serve, simultaneamente, um fito catártico e moralizador. Depois, as composições acertam na mouche, alinhando com os melhores momentos da carreira do grupo e formando um insuperável assalto aos sentidos, a prova última da ousadia ímpar dos System of a Down.
Mezmerize é um epítome notável das potencialidades do quarteto, ao nível do surpreendente Toxicity (2001), e certifica os System of a Down como um dos conceitos musicais mais irreverentes e dinâmicos do universo metal. Com este trabalho, eles continuam a protagonizar uma aragem fresca de renovação das fronteiras, mais do que isso, assumem de corpo inteiro a afronta ao sistema. Mezmerize é corrosivo mas incorruptível. Genuíno e combativo, pode muito bem ser o disco metal do ano. Aguarda-se a sequela...