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quarta-feira, 9 de novembro de 2005

10 discos de relance




Miri Ben-Ari - The Hip-Hop Violinst (6/10)

www.miriben-ari.com
A violinista israelita Miri Ben-Ari vem provar que o género hip-hop não é invulnerável à experimentação instrumental. A menina bonita fez-se rodear de alguns nomes consagrados (Kanye West, Scarface e Akon, entre outros) e embrulhou o discurso em atrevimentos de violino. Curioso, mas pouco mais.
(Universal, Agosto 2005)




Queenadreena - Butcher & The Butterfly (7/10)

www.queenadreena.com
Katie Jane Garside é uma rebelde. Ela e Crispin Gray são a alma do quarteto Queenadreena. A proposta é um rock cru, com saudades da garagem e que aceita influências tripartidas: Iggy Pop, P.J. Harvey e Nine Inch Nails, em partes iguais. O resto é uma substância musical sensual, áspera e inquietante.
(One Little Indian, Outubro 2005)





Stephen Fretwell - Magpie (7/10)

www.stephenfretwell.com
O inglês Stephen Fretwell mostra, no primeiro longa-duração da sua carreira, um som outonal e de cariz profundamente melancólico, num embalo folk que, pelo jeito intimista e essencialmente acústico, traz à memória a referência presente de Bob Dylan. Uma pequena preciosidade de um compositor promissor.
(Fiction, Novembro 2004)


Minotaur Shock - Maritime (6/10)

www.minotaurshock.com
Segundo registo de David Edwards, Maritime é uma jornada instrumental colorida e com uma orgânica jubilosa a que só parece faltar um acrescido ajuste melódico e a concretização de um rumo. Um pouco de Art of Noise, de Aphex Twin ou mesmo dos Boards of Canada não chega para salvar o disco da mediania.
(4AD, Agosto 2005)

Posto de escutaMuesliVigo BayHilly



I Am Kloot - Gods and Monsters (5/10)

www.iamkloot.com
Eles são de Manchester e assumem essa naturalidade britânica na concepção musical que subscrevem. Recorrendo à fórmula gasta em trabalhos anteriores, os I Am Kloot parecem ter perdido o pendor original das suas composições. E com isso podem desviar-se do pelotão da frente da pop alternativa do Reino Unido.
(Echo, Abril 2005)




Gogol Bordello : Gypsy Punks : Underdog World Strike (7/10)

www.gogolbordello.com
Naturais da Ucrânia, os Gogol Bordello fazem um debochado choque de culturas: combinam a alma amotinada do punk-rock com a festividade dos violinos e acordeões da música cigana dos Balcãs. Depois, os auto-proclamados ciganos punk fazem tudo com uma dose sublime de sátira e surrealismo. O resultado é tão folgazão e zombeteiro que até suplanta a exibição graciosa do generoso bigode do vocalista Eugene Hütz...Pode não ser genial, mas é imperdível.
(Side One Dummy, Agosto 2005)




Sinéad O'Connor - Throw Down Your Arms (7/10)

www.sineadoconnor.com
No primeiro álbum de estúdio desde a retirada (anunciada há três anos) da indústria discográfica, a irlandesa apossa-se de uma dúzia de clássicos dos cânones reggae e toca-os ao de leve, com a reverência que os originais dos Burning Spear, de Lee "Scratch" Perry e de Peter Tosh merecem. Na voz de Sinéad, temas como "Door Peep" (de Winston Rodney, dos Burning Spear) e "Curly Locks" (de Peter Tosh) provam como uma boa canção nunca morre. E como Sinéad será sempre diferente.
(Rocket Science, Outubro 2005)




Elizabeth Anka Vajagic - Nostalgia/Pain [EP] (6/10)


Surgido como um complemento ao álbum Stand With the Stillness of This Day, este EP é mais abstracto mas mantém o tónico meditativo que a voz de Vajagic impõe; a percussão marcha e as guitarras lamentam-se, desenhando paisagens sonoras de profundidade poética e retiro. Contendo 3 composições, duas delas acima dos dez minutos, em jeito de prédica esparsamente musicada, este mini-álbum é solene e merece ser perscrutado, mesmo que traga dor ou nostalgia.
(Constellation, Maio 2005)




Dr. Frankenstein - Crime Scenes and Murder Songs (7/10)

www.dr-frankenstein.com
No sítio oficial, o quinteto luso assume o fascínio pelos filmes de série B, pelo surf, pelo rock'n'roll e rock de garagem. Andam há onze anos nisto e este é o terceiro álbum. A guitarra é aqui a voz principal de composições ao estilo de uns Shadows reconvertidos a um universo James Bond com miúdas loiras de peitos fartos, em bikini, brilhantina no cabelo, muitas ondas e espírito relax. Junte-se-lhes talento e ousadia (os rapazes até repescam um tema dos Madredeus!) e temos um projecto nacional com méritos para descobrir.
(Musicactiva, Setembro 2005)

Depeche Mode - Playing the Angel ( 7/10)

www.depechemode.com
Dave Gahan, Martin Gore e seus pares traçaram um percurso sólido que fez dos Depeche Mode uma referência do electropop, nomeadamente depois da edição de Violator (1990). Neste novo trabalho, a banda recupera o preceito sintético desse disco e constrói um dos trabalhos mais sólidos de uma carreira com vinte e cinco anos. Depois de alguns tiros ao lado e de uma certa letargia criativa, os Depeche Mode estão de volta. E mais fidedignos.
(Mute, Outubro 2005)

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Depeche Mode - Remixes 81-04

Apreciação final: 7/10
Edição: Outubro 2004


Lançado em formato triplo, este Remixes 81-04 pretende ser uma recolha extensa das inúmeras versões e remixes da obra dos britânicos Depeche Mode. O registo é bem conseguido, embora fosse preferível reduzi-lo ao formato duplo. Uma prova da influência que os Depeche Mode tiveram está na lista de participantes: François Kevorkian, DJ Shadow, Underworld, Goldfrapp, Kruder & Dorfmeister, Timo Maas, Air, Colder, Adrian Sherwood e Danny Tenaglia, entre muitos outros.

O alinhamento é demasiado extenso para manter a coesão que se exigia, definitivamente algumas faixas não deveriam ter sido incluídas neste trabalho. Ainda assim, merecem ser destacadas as versões de "Policy Of Truth" (Kevorkian), "Home" (Air), "Personal Jesus" (Kevorkian), "Useless" (Kruder & Dorfmeister), "In Your Room" (Jonny Dollar) e "Dream On" (Dave Clarke).

Remixes 81-04 é um testemunho inequívoco da modernidade dos Depeche Mode e vai trazer o som do grupo aos frequentadores das discotecas e clubes.