
Ao oitavo álbum, não há imprevistos nas melodias dos ingleses High Llamas e isso é uma ilação ambivalente. Eles continuam a assinar uma pop plácida, harmoniosa e sem sobressaltos mas a que parece faltar faísca, coisa particularmente notória neste registo. Esse vício deriva, na essência, do monocordismo vocal de Sean O'Hagan, afinal o nexo de similitude dos trechos do disco, uma vez que a porção instrumental se rege por alguma diversidade tonal e uma dose saudável de inconstância rítmica. Felizmente, num ou noutro ápice de Can Cladders a voz desvia-se do canto cristalizado que se pressente nas primeiras notas e, nesses momentos, as composições revelam abertamente uma elegância pouco percebida. Ainda assim, o conceito estético do álbum demonstra um facto inédito nos High Llamas, a abertura para um assomo de recreação, não apregoado, é certo, mas escondido nas texturas dos trechos (ou entreaberto em "Rollin' ", a faixa mais desembaraçada de todas). No final, a ciência destes britânicos sai aprovada com nota mediana, a que melhor traduz uma trupe de artistas que, se bem que mostre potencial para outras sortes, teima em ser certinha demais.































Foram atribuídos, na madrugada de ontem, os galardões dos globos de Ouro deste ano, consagrando os protagonistas maiores da sétima arte em diversas categorias. Tidos como a antecâmara mais próxima dos Óscares, os Globos distinguiram, os seguintes filmes/personalidades nas categorias principais:







