
Apreciação final: 8/10
Edição: Mute Records/EMI, Fevereiro 2006
Género: Pós-Rock/Vanguardista/Experimental
Sítio Oficial: www.liarsliarsliars.com
Edição: Mute Records/EMI, Fevereiro 2006
Género: Pós-Rock/Vanguardista/Experimental
Sítio Oficial: www.liarsliarsliars.com
A formação académica nas artes dos nova-iorquinos Angus Andrew e Aaron Hemphill não passa despercebida às fundações do projecto Liars, uma aventura que iniciaram há meia dúzia de anos e que, chegada ao terceiro longa-duração, ainda evidencia a salutar indecisão do escultor no exacto momento de gravar a pedra a cinzel. Talvez fruto dessa incerteza, ou do interesse em firmar um estilo pouco dado a praxes, os Liars mudam de pele em cada álbum, adquirem formas e tonalidades musicais diferentes, ao ponto de pouco se descortinarem laivos de uma identidade sonora. Eles fazem questão de ser mesmo assim e encontrar estímulos criativos nas metamorfoses a que se obrigam e que os remetem para territórios musicais originais. Em Drum's Not Dead há um conceito de surrealismo futurista (sublinhado pelo DVD de suporte do álbum), em torno de duas personagens ficcionais, emblemas das duas metades do processo criativo: o genuíno Drum, o símbolo da firmeza e da criação, representado na dinâmica propulsora de percussões que é regra no disco (as convulsões rítmicas das batidas assumem-se como o instrumento-mãe), e o reticente Mount Heart Attack, o reagente da dúvida e do stress, subliminarmente exposto nas texturas menos sinfónicas dos elementos digitais.
Distantes parecem os tempos em que o corpo musical dos Liars era um formulário de guitarras desvairadas e de composições feitas para perturbar. Definitivamente mais próximo do ideário experimentalista (também mais pacífico para os ouvidos...), o som dos Liars tem, neste disco, qualquer coisa de tribal, ao jeito de rock inculto, com suposições melódicas interessantes (as faixas do sr. Drum) e ligeiras cambiantes industriais (com o sr. Heart Attack). Mais do que isso, o álbum consegue um raro feito: troca as voltas do tempo, tocando planos vanguardistas com percussões primitivas. Aos Liars, pouco importa o anacronismo ou a lógica; interessa-lhes prosseguir a sua expedição exploratória e fazer música espontânea e de impulsos. Mais do que um álbum superior, Drum's Not Dead é um tratado psíquico. E uma fantasia musical tão única e verosímil que parece sempre ter estado alojada num cantinho escuro da memória. A música dos Liars trouxe a luz.
Os Joy Division afirmaram-se no apogeu da era punk britânica, quando a energia irreverente dos niilistas Sex Pistols extasiava os mais jovens e chocava a fleumática sociedade inglesa. Ao invés do vigor e da raiva, o colectivo liderado pelo malogrado Ian Curtis afirmou-se num registo menos explícito, mais fechado e, sobretudo, mais melancólico e reflexivo. A curta carreira discográfica do grupo - apenas editaram dois álbuns de estúdio - deixou um lastro de angústia emocional, ao ponto de, no final da década de 70, os Joy Division se terem tornado os ícones de uma geração desorientada, orfã de gurus e que se revia nas confissões parabólicas de Curtis, com um som quase industrial, tortuoso e profundamente pessoal.

















Foram anunciadas, há poucos minutos, as nomeações para a 78.ª edição dos Óscares.











Foram atribuídos, na última madrugada, os Globos de Ouro do cinema americano. Nas principais categorias, o destaque para o mais recente trabalho de Ang Lee, Brokeback Mountain, distinguido com as estatuetas para o melhor filme dramático, melhor realizador e melhor argumento. Nos galardões para actores, 















