








Miri Ben-Ari - The Hip-Hop Violinst (6/10)www.miriben-ari.comA violinista israelita Miri Ben-Ari vem provar que o género
hip-hop não é invulnerável à experimentação instrumental. A menina bonita fez-se rodear de alguns nomes consagrados (Kanye West, Scarface e Akon, entre outros) e embrulhou o discurso em atrevimentos de violino. Curioso, mas pouco mais.
(Universal, Agosto 2005)
Queenadreena - Butcher & The Butterfly (7/10)www.queenadreena.comKatie Jane Garside é uma rebelde. Ela e Crispin Gray são a alma do quarteto Queenadreena. A proposta é um
rock cru, com saudades da garagem e que aceita influências tripartidas: Iggy Pop, P.J. Harvey e Nine Inch Nails, em partes iguais. O resto é uma substância musical sensual, áspera e inquietante.
(One Little Indian, Outubro 2005)
Stephen Fretwell - Magpie (7/10)www.stephenfretwell.comO inglês Stephen Fretwell mostra, no primeiro longa-duração da sua carreira, um som outonal e de cariz profundamente melancólico, num embalo
folk que, pelo jeito intimista e essencialmente acústico, traz à memória a referência presente de Bob Dylan. Uma pequena preciosidade de um compositor promissor.
(Fiction, Novembro 2004)
Minotaur Shock - Maritime (6/10)www.minotaurshock.comSegundo registo de David Edwards,
Maritime é uma jornada instrumental colorida e com uma orgânica jubilosa a que só parece faltar um acrescido ajuste melódico e a concretização de um rumo. Um pouco de Art of Noise, de Aphex Twin ou mesmo dos Boards of Canada não chega para salvar o disco da mediania.
(4AD, Agosto 2005)
I Am Kloot - Gods and Monsters (5/10)www.iamkloot.comEles são de Manchester e assumem essa naturalidade britânica na concepção musical que subscrevem. Recorrendo à fórmula gasta em trabalhos anteriores, os I Am Kloot parecem ter perdido o pendor original das suas composições. E com isso podem desviar-se do pelotão da frente da
pop alternativa do Reino Unido.
(Echo, Abril 2005)
Gogol Bordello : Gypsy Punks : Underdog World Strike (7/10)www.gogolbordello.comNaturais da Ucrânia, os Gogol Bordello fazem um debochado choque de culturas: combinam a alma amotinada do
punk-rock com a festividade dos violinos e acordeões da música cigana dos Balcãs. Depois, os auto-proclamados ciganos
punk fazem tudo com uma dose sublime de sátira e surrealismo. O resultado é tão folgazão e zombeteiro que até suplanta a exibição graciosa do generoso bigode do vocalista Eugene Hütz...Pode não ser genial, mas é imperdível.
(Side One Dummy, Agosto 2005)
Sinéad O'Connor - Throw Down Your Arms (7/10)www.sineadoconnor.comNo primeiro álbum de estúdio desde a retirada (anunciada há três anos) da indústria discográfica, a irlandesa apossa-se de uma dúzia de clássicos dos cânones
reggae e toca-os ao de leve, com a reverência que os originais dos Burning Spear, de Lee "Scratch" Perry e de Peter Tosh merecem. Na voz de Sinéad, temas como "Door Peep" (de Winston Rodney, dos Burning Spear) e "Curly Locks" (de Peter Tosh) provam como uma boa canção nunca morre. E como Sinéad será sempre diferente.
(Rocket Science, Outubro 2005)
Elizabeth Anka Vajagic - Nostalgia/Pain [EP] (6/10)Surgido como um complemento ao álbum
Stand With the Stillness of This Day, este EP é mais abstracto mas mantém o tónico meditativo que a voz de Vajagic impõe; a percussão marcha e as guitarras lamentam-se, desenhando paisagens sonoras de profundidade poética e retiro. Contendo 3 composições, duas delas acima dos dez minutos, em jeito de prédica esparsamente musicada, este mini-álbum é solene e merece ser perscrutado, mesmo que traga dor ou nostalgia.
(Constellation, Maio 2005)
Dr. Frankenstein - Crime Scenes and Murder Songs (7/10)www.dr-frankenstein.comNo sítio oficial, o quinteto luso assume o fascínio pelos filmes de série B, pelo
surf, pelo
rock'n'roll e
rock de garagem. Andam há onze anos nisto e este é o terceiro álbum. A guitarra é aqui a voz principal de composições ao estilo de uns Shadows reconvertidos a um universo James Bond com miúdas loiras de peitos fartos, em
bikini, brilhantina no cabelo, muitas ondas e espírito
relax. Junte-se-lhes talento e ousadia (os rapazes até repescam um tema dos Madredeus!) e temos um projecto nacional com méritos para descobrir.
(Musicactiva, Setembro 2005)
Depeche Mode - Playing the Angel ( 7/10)www.depechemode.comDave Gahan, Martin Gore e seus pares traçaram um percurso sólido que fez dos Depeche Mode uma referência do
electropop, nomeadamente depois da edição de
Violator (1990). Neste novo trabalho, a banda recupera o preceito sintético desse disco e constrói um dos trabalhos mais sólidos de uma carreira com vinte e cinco anos. Depois de alguns tiros ao lado e de uma certa letargia criativa, os Depeche Mode estão de volta. E mais fidedignos.
(Mute, Outubro 2005)