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terça-feira, 4 de abril de 2006

Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones

Apreciação final: 6/10
Edição: Interscope, Março 2006
Género: Pop-Rock Alternativo
Sítio Oficial: www.yeahyeahyeahs.com








Três anos depois do estrondo com o ardente Fever to Tell, documento musical que integrou o pelotão da frente de um movimento revivalista do rock de garagem, o trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs está de volta, com o segundo álbum de originais. Desengane-se quem buscar em Show Your Bones a mesma doutrina do antecessor. É certo que as máximas criativas estão cá, mas surgem moldadas a um formato menos cru, distante das improbabilidades celestiais de Fever to Tell. A competência com que os Yeah Yeah Yeahs mantinham, no álbum anterior, o equilíbrio no arriscado limbo da exequibilidade, recreando-se em fintas improváveis a três e desenhando canções quase impossíveis, esvaziou-se para dar lugar a construções melódicas lavradas com mais pormenor e que reforçam o flanco artístico do grupo. Nesse sentido, este disco é uma declaração de amadurecimento, mais art-rock-pop do que outra coisa qualquer, e procura trajectos distintos, sugerindo música com outras soluções e mais polpa. As referências reportam-nos para coisas estranhas, um híbrido de PJ Harvey antes do café da manhã, com uns Sonic Youth aparafusados, uns White Stripes sem anfetaminas, o espírito de um Josh Homme em mulher e uns Souxsie and the Banshees em afogamento. Misturando isto tudo, tem-se um álbum nervoso (e indefinido?), no mínimo.

Show Your Bones sonda terrenos novos para os Yeah Yeah Yeahs e, como todas as missões exploratórias, esquece o Norte em alguns instantes. Pior do que isso, o disco hipoteca a força motriz do grupo, aquela pujança rebelde e sentido de urgência que haviam catapultado Fever to Tell para os píncaros do êxito na comunidade indie. Karen O é um retrato a preto e branco dela mesma, refugiando-se em registos vocais menos expansivos. As guitarras de Nick Zinner são reproduções micro machines do álbum anterior. Os enigmas da percussão de Brian Chase assinam o livro de presenças, mas ficam no canto da sala. A Show Your Bones falta corpo, suor, energia. E os Yeah Yeah Yeahs tinham-na na mão. Não perceberam que, às vezes, melhor do que tentar agarrar outros pássaros (leia-se, avançar no tempo), é resguardar aquele que vem comer à nossa mão. Mesmo que ele seja destrambelhado. Como brilhantemente era Fever to Tell.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Novo disco de Yeah Yeah Yeahs

Quem também já prepara um novo disco são os Yeah Yeah Yeah's. O propósito do grupo é a reinvenção do seu próprio som. Estou em pulgas...

Na Pitchfork escreve-se assim:

"The band has already recorded an untitled track, according to guitarist Nick Zinner. "I mixed it in L.A. a few days ago with [engineer] Alan Moulder, owner of the best ears in this universe. It sounds amazing and lush and heavy as fuck, and also is very indicative of our next step." If Zinner's facility with adjectives does not entirely convince you, a look at Alan Moulder's resume offers potential support for 'heavy' and, well, especially 'lush'-- he was one of the great studio men of the shoegaze era, building his early career with production and engineering work for My Bloody Valentine, The Jesus & Mary Chain, Ride, Curve, Lush, and Swervedriver, although his recent work leans more toward cash machines like Marilyn Manson, A Perfect Circle, Zwan, and, most recently, The Killers."