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segunda-feira, 28 de maio de 2007

The Bravery - The Sun and the Moon

7/10
Island
2007
www.thebravery.com



Desde os primeiros acordes de The Sun and the Moon se percebe que, em sentido contrário àquele que foi seguido por muitos dos seus parceiros na geração recente do rock que baquearam redondamente no ensaio de "maturação" do segundo disco, os The Bravery não precipitam o crescimento da sua música. Ao invés de ensaiarem a cisão radical com o passado recente e assim se exporem ao desnecessário risco de esbanjar o capital de confiança granjeado após o disco de estreia, os nova-iorquinos optaram pela via mais segura e inteligente: evoluir paulatinamente, aproveitando as matérias essenciais da estética dance-rock mas dando-lhes uma arrumação mais orgânica e, ao mesmo tempo, acomodando as cadências apressadas do debute a um discurso mais consentâneo com os cânones do rock século XXI (leia-se Strokes, Franz Ferdinand, Jet, Modest Mouse), sem omitir luminárias de outros tempos (The Cure, Beatles, Duran Duran). Todavia, essa vantagem orgânica, se afasta as composições da banalidade ouvida antes e proporciona a criação de alguns momentos inspirados e amigos do tímpano, não chega para encobrir as subliminares insuficiências da escrita e, sobretudo, a "natural" indefinição estética de uma banda que, insistindo nos postulados criativos que presidiram à sua génese, se encontra agora retida no limbo entre a íntima canção acústica de quarto e o hino pujante de rock de arena. Saúda-se a opção, esperam-se novos capítulos...

quarta-feira, 30 de março de 2005

6 discos em 6 parágrafos

Apreciação final: 6/10
Edição: V2, Março 2005
Género: Pop-Rock Alternativo





Stereophonics - Language.Sex.Violence.Other?

O quinto trabalho dos galeses Stereophonics indica um rumo diferente para a banda de Kelly Jones. A matriz primária de "Language.Sex.Violence.Other?" é ostensivamente rock. A confiança do grupo na escrita (especialmente de Jones) deste registo é quase palpável, numa viragem vibrante que percorre as mais variadas gamas do rock, desde o mainstream dos U2 ao ruído pós-Nirvana, sem esquecer as tendências recentes do Reino Unido. Um passo em frente de uma banda cuja consciência criativa foi capaz de sobreviver à mediocridade insípida dos últimos registos. Em "Language.Sex.Violence.Other?" só falta aquela pontinha de génio que faz a diferença. Ainda assim, a honestidade da mudança merece uma escuta.

Posto de escutaSupermanDakotaRewind




Apreciação final: 7/10
Edição: V2, Março 2005
Género: Pop Alternativo






Brendan Benson - The Alternative To Love

A música de Brendan Benson é limpa e viçosa e apela a um universo de canções de uma pop evoluída e madura, saudosa dos Beatles e alinhada com Evan Dando ou Brian Wilson. O ritmo dançável, as vozes de suporte, os genuínos riffs de guitarra , as incursões suaves pela electrónica e o tempero do imaginário Lennon compõem este The Alternative To Love. O disco revela-se numa fórmula charmosa, ainda que peque por se apegar a ela num jeito polido demais, incapaz de incutir aquele elemento de destrinça que o catapultaria para outro nível. De qualquer forma, um disco pop delicioso e versátil que, sem correr grandes riscos, é um deleite para os ouvidos. Recomendável.





Apreciação final: 6/10
Edição: Atlantic, Março 2005
Género: Indie Rock/Garage Rock






Louis XIV - The Best Little Secrets Are Kept

O quarteto americano Louis XIV combina com glamour uma vertente hedónica luxuriante e lasciva com as alegorias e os desmandos de uma fórmula rock desregrada, saudosa da década de 70. A atmosfera deliciosamente retro é pautada por textos pró-obscenidade, retirados de um imaginário de exaltação da sexualidade, e por texturas sónicas enérgicas que, sublinhando uma insanidade rock saudável, não apagam a mediania do apego a lugares comuns.





Apreciação final:6/10
Edição: Island, Março 2005
Género: Pop-Rock Alternativo/Electro-Rock Revivalista






The Bravery

Seguidores de uma tendência de fusão entre a new wave dos anos oitenta e o rock moderno, os The Bravery apresentam um som que traz à memória, em porções indissociáveis, a voz de Robert Smith e a música dos Duran Duran. Mas The Bravery acrescenta a esse espaço um cunho próprio, onde as guitarras se impõe um alvoroço revivalista muito fashion e cuja combinação equilibrada com elementos electrónicos produz uma toada sedutora e dançável. Contendo algumas faixas de bom nível, o registo é penalizado pelo descuido criativo de outras. Ainda assim, The Bravery é um tomo que, não revolvendo as estruturas do rock revivalista, assegura o mínimo entretenimento.





Apreciação final: 6/10
Edição: Zona Música, Março 2005
Género: Pop-Rock






Margarida Pinto - Apontamento

Margarida Pinto era a voz doce e meiga que guiava o projecto Coldfinger. No seu primeiro trabalho a solo, Apontamento, há uma toada subtilmente jazz que suporta composições maduras e inteligentemente construídas. As letras vêm do universo Pessoa e da própria cantora, responsável também pela escrita da maior parte das canções. A diferença em relação aos Coldfinger: texturas sónicas mais acústicas que sublevam a voz de Margarida. O problema: não há em Apontamento nada de verdadeiramente novo, as canções achegam-se perigosamente da mediania, não se desatando dos seus próprios limites. A graciosa voz de Margarida Pinto merece mais.




Apreciação final: 7/10
Edição: Tomlab, Fevereiro 2005
Género: Indie Rock






Patrick Wolf - Wind In The Wires

Patrick Wolf é um artista multifacetado. Wind In The Wires é o seu mais recente trabalho. As composições aceitam a fórmula de crescendo, onde os instrumentos se acrescentam gradualmente com aptidão, compondo um corpo final homogéneo e que apaixona pela raridade. A voz incomum dá expressão a músicas que cruzam com parcimónia a electrónica e o classicismo dos elementos de cordas, em pedaços cuja funcionalidade maior é a sua aparente desconexão que, afinal, resulta numa aglutinação sedutora de clímax nos refrões acolhedores. Essencialmente orgânico e elegante, Wind In The Wires mistura pós-modernismo e antiguidade, caminhando em passadas fiéis a um estilo cuja lei essencial é a invenção de coisas novas.