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quinta-feira, 12 de abril de 2007

Kings of Leon - Because of the Times




Tendo sido um dos mais credíveis protagonistas da safra de noviças tendências revivalistas do rock contemporâneo, inclusivamente superando a sempre crítica incumbência do segundo álbum com a distinção conhecida, há dois anos, o colectivo Kings of Leon chega ao terceiro álbum com a segurança do caminho percorrido e, sobretudo, com o estatuto de setentista orgulhoso. De resto, essa predisposição retro e a assinatura declaradamente sulista destes americanos é mantida em Because of the Times, afinal são esses os combustíveis essenciais da produção dos Kings, embora se sinta que, não obstante a diversidade estética do disco, grande parte das canções roçam uma inesperada banalidade. Não é que os irmãos (e primo) Followill não empreguem os postulados do costume, nem se trata de desconsiderar os préstimos recreativos destas composições. Todavia, ao invés de aproveitarem a evolução natural do som de garagem que os lançou, como tão bem arriscam nas últimas quatro faixas do álbum, os Kings aparecem na pele de artífices de rock de arena, alargando o espectro sonoro a uma problemática (porque subliminarmente castradora da tal identidade garagista e independente) sofisticação de estúdio e a uma escrita supostamente mais "cuidada", sem as suculentas "impurezas" de outros registos. Mais retórico do que prático, esse exercício de depuração não acrescenta inspiração às composições (o single "On Call" é exemplo paradigmático), resultando num corpo de canções de entretenimento garantido (não se esperava outra coisa dos Kings) mas menos valioso do que era suposto esperar.

Posto de escuta Knocked UpFansThe Runner

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

Kings Of Leon - A-Ha Shake Heartbreak (CD, 2004)

Apreciação final: 7/10

O novo trabalho dos Kings of Leon, quarteto de Nashville, segue a linha dos trabalhos anteriores, recorrendo a um rock de garagem, sem pretensões comerciais, arranjado em composições originalmente franqueadas e descomprometidas. As influências são as mesmas, os Stones, Neil Young ou Tom Petty, sempre cunhadas com o som único dos Kings. Depois de Youth And Young Manhood, um registo que redimiu o rock'n'roll e o trouxe a fórmulas revivalistas, este A-Ha Shake Heartbreak prossegue a revitalização da proposta, oferecendo um alinhamento moderado e manso, saborosamente despretensioso e libertino, revelando uma superior maturidade do quarteto. Gosto muito de "King Of The Rodeo", "Taper Jean Girl" e a muito retro "Pistol Of Fire" (J. Fogerty deve adorá-la!).

Quem não conhece os Kings Of Leon tem aqui um ensejo seguro para perceber o porquê da crescente onda de popularidade do grupo nas ondas underground da América. Aqueles que os descobriram no álbum anterior vão perceber que a banda segue viva, cengenhosa e sem medo de buscar o seu espaço.