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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Kaiser Chiefs - Yours Truly, Angry Mob

5/10
Universal
2007
www.kaiserchiefs.co.uk



Depois da frustração, já este ano, da segunda colheita dos conterrâneos Bloc Party, com quem os Kaiser Chiefs haviam dividido o protagonismo de liderança de uma nova leva da pop britânica, temia-se que o desafio do segundo álbum (e as consequentes exigências mediáticas) se tornasse uma cilada para o modelo do quinteto inglês. Yours Truly, Angry Mob está aí para confirmar que, no lugar da efervescente espontaneidade do debute, em que as construções pareciam mais obra de impulsos sem rede do que propriamente de elaborados processos de ponderação técnica, mora agora uma escrita vulgar e de formas previsíveis. Depois, não obstante a largueza musculada das composições, manifestamente pensadas para aventuras em arenas maiores do que as do circuito alternativo, a percepção que sobra da audição do disco é a de um alinhamento feito de colagens de si mesmo, com o patrocínio dos formulismos de consumo rápido mais óbvios e longe dos instantes luminosos da estreia. Ricky Wilson canta, em dado momento do disco, everything is average nowadays. Serve o capuz aos Kaiser Chiefs, também.

terça-feira, 15 de março de 2005

4 discos em 4 parágrafos


Sage Francis - A Healthy Distrust


Apreciação final: 8/10
Edição: Epitaph, Fevereiro 2005
Género: Rap Underground

Sage Francis é nome de culto da cena underground, adepto da metáfora vitriólica como arma de arremesso, acolhedor do espírito rap. Neste A Healthy Distrust, Sage Francis percorre transversalmente esse universo, recupera-o à sua postura essencial, integrando-o inteligentemente com outras influências sonoras que conferem ao disco o toque ecléctico. A transcendência fica provada pelo patrocínio de Will Oldham (a.k.a. Bonnie "Prince" Billy) à excelente "Sea Lion". O resto é feito em discurso directo, provocador e incitativo, um verdadeiro manifesto activista, também politicamente polémico e introspectivo. A Healthy Distrust é rebelde e conjuga substância com estilo. Galvanizador.






Kaiser Chiefs - Employment


Apreciação final: 7/10
Edição: Universal, Março 2005
Género: Indie Rock/Pós-Punk

Os Kaiser Chiefs integram-se na recente reinvenção do rock britânico e que, entre outros, trouxe à ribalta bandas como os Franz Ferdinand, os Futureheads, os Bloc Party e os Dogs Die In Hot Cars. A proposta é simples: rock descomprometido, com tiques de electroclash e Devo ou Red Hot Chilli Peppers(!), numa atmosfera versátil e divertida que provocantemente ostenta uma miscelânea ponderada de estilos. Os rapazes de Leeds saiem-se bem, ainda que lhes falte aquela pontinha de genialidade que faz a diferença entre um disco mediano e uma obra prima. Employment não atinge tal estatuto mas oferece-nos ensejo adequado para uma visita ao mais moderno rock do Reino Unido.






The Others - The Others


Apreciação final: 6/10
Edição: Mercury, Março 2005
Género: Indie Rock

Imprevisibilidade. Este é o conceito base do rock dos The Others, marcado por uma envolvente contagiante de irreverência, num estilo solto e desassombrado e assumidamente agitado. As vocalizações do controverso Dominic Master (namora com um transexual a quem dedica o tema "Johan" e consome regularmente drogas) sublinham essa condição, acrescentando-lhe a rebeldia que locupleta o tacto e sentido de proporção das composições. Ainda assim, apesar de ser um disco estimulante, The Others não traz nada de defintivamente novo e assina por baixo do denominador comum da mediania.




Black Label Society - Mafia


Apreciação final: 6/10
Edição: Artemis Records, Março 2005
Género: Hard-Rock

Zakk Wylde é o nome por detrás do projecto Black Label Society. Para os desconhecedores, o homem foi guitarrista de suporte do mediático Ozzy Osbourne. De resto, essa ligação preenche o espaço sónico de Mafia, já que o tom do disco se abeira, as mais das vezes com jeito de plágio, dos preceitos musicais de Osbourne. Dito isto, é escusado mencionar que as referências musicais vêm do hard-rock herdeiro dos 70's, das guitarras sonantes e das baladas choradinhas quase obrigatórias neste tipo de edição. Rock para fãs.