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terça-feira, 26 de junho de 2007

Editors - An End Has a Start

6/10
Pias
Edel
2007
www.editorsofficial.com



Justamente consagrados, depois de um debute discográfico promissor (The Back Room, de 2005), como uma das mais estimulantes surpresas da música britânica contemporânea, os Editors acabaram por tornar-se herdeiros quase "naturais" de uma linhagem sonora com ramificações no pós-punk britânico professado por gente como os Echo & The Bunnymen, os Joy Division ou os The Chameleons, sobretudo na incontestável predisposição para colher ensinamentos na cartilha do rock de tons escuros. Os ecos desse referencial estético voltam a propagar-se imparavelmente no alinhamento deste An End Has a Start, deixando a incómoda impressão de um certo imobilismo que facilmente pode confundir-se com fidelidade à fórmula de sucesso da estreia. De facto, o segundo tomo dos Editors acaba por pôr a nu um facto ironicamente embaraçoso: a banda está refém de uma linguagem própria que construiu (indo bem além do mero mimetismo das óbvias referências "históricas" de The Back Room) mas a que parece, agora, incapaz de somar novas virtudes ou, mais do que isso, de evitar o auto-plágio. E, para um segundo disco, esperava-se um pouco mais de substância e é difícil ser-se indulgente com a mediania que reveste, com uma ou outra excepção, este grupo de canções.

Posto de escuta MySpace

domingo, 4 de dezembro de 2005

10 discos de relance



Colder - Heat (5/10)

O som exuberante da electrónica do projecto Colder aproveita um balanço ao jeito dos Laydtron, embora com um sentido melódico diferente: às texturas IDM junta-se a voz, numa espécie de produto futurista que, com maneirismos dub, se converte num género musical de hipnose negra e esdrúxula que, mais do que não alcançar o brilhantismo a que se propõe, fica aquém dos seus próprios limites.
(Output, Outubro 2005)






Boitezuleika - Éramos Assim (7/10)
www.boitezuleika.com
Depois do primeiro lugar no concurso Quinta dos Portugueses, da Antena 3, a banda portuense estreia-se em disco. Francisco Almeida e seus pares folheiam páginas de uma cronologia musical de vários sotaques, com referências a Godinho, Fausto, Palma, Buarque ou José Mário Branco, num registo que embrulha a bossa nova, com uma toada jazz contemporânea e que vem o provar, sob esta aparência rebelde, está uma banda que promete acometimentos maiores.
(Zona Música, Junho 2005)







Mice Parade - Bem-Vinda Vontade (4/10)
http://fat-cat.co.uk
Sonoridades electro-acústicas que desenham atmosferas de contemplação sem nada de especialmente deslumbrante. Adam Pierre é um americano e molda substâncias pós-rock que, ainda que recuperem a pureza da guitarra clássica, não lhe oferecem a grandeza na composição que se impunha.
(Bubble Core/Fat Cat Records, Abril 2005)






Autechre - Untilted (5/10)
www.warprecords.com/autechre
Sean Booth e Rob Brown sugerem um som mecânico, com uma orgânica de precisão matemática e um compromisso melódico niilista. Chame-se-lhe IDM ou electrónica experimental, a verdade é que da lógica de crescendo das faixas não brota nada além de uma matriz de padrões algo repetitivos e que fazem desta edição mais um disco de beats - fruto de um laboratório electrónico - do que propriamente uma proposta com cabeça, tronco e membros.
(Warp, Abril 2005)






Pernice Brothers - Discover a Lovelier You (7/10)
www.pernicebrothers.com
Melodias directas e suaves, poemas sentidos e um registo vocal de crooner são as regras dos Pernice Brothers. O formato é vincadamente pop, sem as afectações do mainstream e é alvo de uma produção de grande nível. Embora o impacto das composições já não seja o mesmo de outrora, a sonoridade é excelente e merece uma escuta atenta.
(Ashmont/Caompact Records, Junho 2005)






Thunderbirds Are Now - Justamustache! (6/10)
www.thunderbirdsarenow.com
Rock oriundo de Detroit e que faz a fusão da electricidade na guitarra com os sintetizadores. O revivalismo punk marca pontos, emparelhado com outras influências (electro-punk?, new wave?), na voz andrógina de Ryan Allen (ele parece um adolescente de doze anos...ou uma colegial de dezasseis!). Justamustache é um disco entretido, mas pouco mais.
(French Kiss, Março 2005)






Jaga Jazzist - What We Must (7/10)
www.jagajazzist.com
Naturais da Noruega, os Jaga Jazzist trazem-nos uma junção hábil da urbanidade jazz e da versatilidade electrónica. A mistura é equilibrada e promove uma sonoridade progressista, com um núcleo melódico glacial e mesmeriano, à custa de arranjos de nível superior e da intrínseca capacidade de construir grandes canções a partir de pequenas ideias. Um disco recatado e tímido para descobrir com uma vénia.
(Ninja Tune, Abril 2005)







Editors - The Back Room (7/10)
Além da muito badalada semelhança com os Interpol, os produzem um rock alternativo conciso, ciente das suas próprias fronteiras e cujos contornos melódicos são desenhados por um curioso jogo de guitarras dialogantes. A voz grave de Tom Smith encaixa em composições bem estruturadas, na estreia prometedora em disco de uma banda à procura do seu teatro de drama musical.
(Kitchenwave, Agosto 2005)

Posto de escutaBloodOpen Your Arms


Para ouvir estas amostras necessita do Real Player. Descarregue-o aqui.





Afu-Ra - State of the Arts (5/10)
www.afu-ra.com
Aaron Phillip é um visionário nova-iorquino que remexeu a doutrina do hip-hop trazendo-lhe o coração da cultura rasta e infundindo-lhe uma sonoridade renovada, por força da aproximação dos conceitos da soul, da disco, do reggae e do funk. Nesta edição, o valimento está mais nas beats e menos no discurso. Musicalmente falando, o disco é uma excursão com méritos mas perde peso nas letras. E isso nunca é bom para um pretenso MC.
(DeConInc/SoHipHop, Junho 2005)






Liz Phair - Somebody's Miracle (4/10)
www.lizphair.com
A viragem pop do álbum anterior de Phair não augurava nada de bom para uma compositora cuja sensibilidade lo fi lhe rendera, no passado, a admiração da comunidade indie. O novo disco confirmou as piores expectativas. Liz Phair é, hoje, uma cantora pop prontinha para os escaparates de uma qualquer estação televisivia mainstream. Mesmo a MTV que sempre lhe torceu o nariz.
(Capitol, Outubro 2005)