Dälek-Absence (7/10)Hip-Hop vanguardista e experimental que recorre a fórmulas simples de batidas electrónicas e aproximações aos som abstracto do
rock industrial, num tom idêntico a Mike Ladd.
(Ipecac, Setembro 2004)
SMADJ - Take It and Drive (6/10)O tunisino Jean Pierre Smadja é um dos expoentes da música
sufi moderna, um dos percursores árabes da guitarra e apresenta, neste trabalho, a alma das suas raízes, apimentada com uma boa dose de experimentalismo vocal e com o eclectismo de padrões sonoros que buscam o improviso do jazz e dos
samples, num tomo de composições adornada pela electrónica.
(Sterns Music, Abril 2004)
Evil Nine - You Can Be Special Too (6/10)Tom Beaufoy e Pat Pardy trazem-nos uma mistura única de
hip-hop, electro-rock 80's e
techno cuja frescura cativa na primeira audição mas não agarrará ouvintes além da festa de garagem do vizinho do lado.
(Marine Parade, Outubro 2004)
The Impossible Shapes - Horus (6/10)Rock contemplativo e compassado onde o protagonismo maior é assumido pelas notas trémulas da guitarra, a percussão minimalista e a voz cinzenta de Chris Barth, numa receita que combina a tradição
folk do Reino Unido com texturas subliminaramente psicadélicas e melódicas.
(Secretly Canadian, Fevereiro 2005)
The Raveonettes - Pretty In Black (7/10)Terceiro registo da dupla Sune Rose Wagner (guitarra e voz) e Sharin Foo (baixo e voz),
Pretty In Black revela uma abordagem menos
rock e mais
indie, ainda que o
road-rock nostálgico preencha o imaginário do disco com a eficácia habitual da parelha dinamarquesa.
(Sony, Maio 2005)
Pink Martini - Hang On Little Tomato (7/10)Depois da fama com "Je ne veux pas travailler" (do anúncio da Citroën) os Pink Martini regressam com a enérgica e abrangente matriz do primeiro álbum: uma mistura tentadora de
jazz latino com tramas de
pop orquestral e vocalizações versáteis em espanhol, italiano, francês, servo-croata e inglês. O paradoxo (ou não?): é ligeiro de mais para ser levado a sério e, simultaneamente, sério de mais para ser uma brincadeira
jazz.
(Heinz, Outubro 2004)
Mike Ladd - Negrophilia: The Album (8/10)Registo ambicioso e transversal, percorre as raízes do
jazz e da cultura negra, cruzando-as com um ambiente étnico, quase tribalista, onde a genuína consciência
hip-hop é o acento proparoxítono de percussões soberbas e composições sem limites de soberba inventividade.
(Thirsty Ear, Fevereiro 2005)
Katia B - Só Deixo Meu Coração Na Mão De Quem Pode (7/10)Segundo álbum de uma das mensageiras da nova MPB, na linha de Fernanda Abreu, em discurso directo que serve às mil maravilhas o preceito de
pop madura da proposta. Nova música brasileira que busca as raízes da
bossa nova e as enfeita nos ritmos sensuais do
trip hop.
(MCD, Novembro 2003)
Readymade - All The Plans Resting (6/10)Terceiro álbum do quinteto canadiano, em jeito de comemoração do décimo aniversário da banda, mostra um som demorado e melancólico, em perspectivas caleidoscópicas que misturam a voz, as cordas e o ruído ambiental com consistência mas sem escapar ao incómodo de uma certa monotonia.
(Where Are My Records, Abril 2005)
Mudvayne - Lost And Found (4/10)Nu metal de consumo rápido e baseado em lugares comuns com conteúdos líricos do tipo ninguém-me-entende, ainda mais estafados do que a paciência para ouvir o grupo de Illinois.
(Epic, Abril 2005)
Jane Birkin - Rendez-vous (5/10)A sussurrante voz que acompanhava Gainsbourg na erótica "Je T'Aime...Moi Non Plus" (1969) propõe-nos uma colecção de duetos com gente célebre (Etiénne Daho, Caetano Veloso, Feist, Manu Chao, Françoise Hardy e Polo Conte figuram aqui) que mais não faz do que recordar que Birkin existe.
(EMI, Junho 2004)