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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Bloc Party - A Weekend in the City

6/10
V2
Edel
2007
www.blocparty.com



Depois de, com o disco de estreia de há dois anos, em plena eclosão da maré cheia de novos protagonistas no rock britânico, terem suscitado uma desmedida onda de entusiasmo à sua volta, coisa em muito ajudada pela inclusão de "Banquet" numa campanha publicitária da Vodafone, chega a hora dos Bloc Party se exporem à prova do segundo álbum. E a primeira impressão que fica de A Weekend in the City é a disparidade com o antecessor. É notória a escusa do quarteto a repetir os métodos de Silent Alarm e fazem-se imediatas as evidências disso: a voz de Okereke é mais ortodoxa, apenas a espaços tenta a irreverência do debute, e as composições testam uma matriz diferente, mais experimental, com outros ingredientes sonoros (nem sempre pertinentes) e uma dimensão rítmica distinta. Tal propósito reformista seria, em teoria, o caminho para suprir alguns equívocos estruturais da música dos Bloc Party e afastá-los da moda seguidista do rock bretão recente, em busca de uma identidade própria que subliminarmente se percebia em Silent Alarm. Por ora, a construção desse novo ego, tem uma eficácia incerta: neste padrão (mais reflexivo), sem parte das substâncias fulcrais do debute e ainda um pouco às apalpadelas, os Bloc Party perderam a chispa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

Bloc Party - Silent Alarm

Apreciação final: 8/10
Edição: Fevereiro 2005
Género: Indie Rock/Pós-Punk/Revivalista




A sugestão sónica que inspira os Bloc Party parte dos Joy Division ou dos Sonic Youth e aproxima-se dos horizontes musicais dos celebérrimos Franz Ferdinand, que de resto apadrinharam o nascimento deste colectivo britânico. Silent Alarm é o primeiro longa-duração dos Bloc Party e promete tornar-se uma das revelações deste ano. O disco é consideravelmente maduro, especialmente para um quarteto que não há mais de dois anos parecia perdido pelo circuito de bares do Reino Unido, sob o nome de Union. Pois bem, os rapazes mudaram de nome, revitalizaram-se e escreveram um registo de compromisso, criativo e cativante, com uma beleza elástica que seguramente fará dos Bloc Party uma das sensações de 2005.

O talento de composição do grupo saracotea-se nas treze faixas de Silent Alarm lançando declaradamente um desafio ao universo melómano: serão os Bloc Party os senhores que se seguem? A previsão é arriscada mas a versatilidade deste tomo agarra-nos do primeiro ao derradeiro instante. Silent Alarm é a combinação quase imaculada do perfeccionismo artesanal na escrita com um sentido apurado de oportunidade e congruência.

Os Block Party oferecem-nos um dos mais graciosos álbuns de estreia dos últimos tempos, com doces pitadas de rock revivalista a la Strokes, instrumentalizações de bom nível, uma produção cristalina e vocalizações invulgares, dando provas da noção de risco dos Bloc Party e da concomitante assunção de uma postura que os levará à primeira linha do protagonismo para este ano. Silent Alarm era um disco aguardado com reticências e que, agora que chega às nossas mãos, subjuga quaisquer desconfianças e merece justo panegírico. Vivamente recomendado.