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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Best of 2014


Já está online a lista de melhores discos internacionais de 2014. Em breve, constará no sítio a lista de discos nacionais.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BEST OF 2013



Já está publicada a escolha de melhores discos de 2013. É só seguir o ligação na barra lateral.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Os melhores do ano

O ano que agora finda não foi particularmente inspirado em termos musicais. Marcado pela recuperação de espaço mediático de algumas das estéticas electrónicas normalmente vetadas pelos grandes públicos e, sobretudo, pela febre dos regressos ao palco de míticas bandas do passado, 2008 trouxe-nos, como sempre acontece, boa música, algumas decepções e outras tantas revelações. Espreitemos, então, os melhores do ano desta casa. A primeira nota de destaque, mormente pelo simbolismo de regeneração da escola de sons mais ou menos “perdida” do rock matemático, é a natural consagração da estreia em disco dos americanos Battles como título máximo do ano. Eles não só deram novo fôlego e expressão a uma feição rock mais angular e técnica como, em paralelo, a apresentaram às novas gerações, garantindo a sobrevivência de um género que, por ser pouco dado a seguidismos e modas de momento, é normalmente posto à margem dos canais de distribuição dominante. Do outro lado do Atlântico, o misterioso Burial fez coisa parecida com o seu segundo álbum e merece a segunda posição do pódio, embora noutra órbita, desvendando dimensões novas do dubstep, assim confirmando virtudes do género bem além do habitat natural underground londrino. No último lugar da trindade de excelência, suplantando por muito pouco o magnífico quarto álbum dos conterrâneos The National – claramente os incontestáveis ganhadores do orbe pop-rock – surge a grande revelação da música americana para este ano, os Yeasayer e um disco de estreia esteticamente ambicioso e voltado para as novas coordenadas da folk.

Nos lugares seguintes da tabela, dois esteios da música escandinava: os dinamarqueses Efterklang – que finalmente parecem ter encontrado o complemento de criatividade mais oportuno para o pragmatismo técnico que já se lhes conhecia – e o debutante sueco Alex Willner (The Field), adepto incondicional do minimalismo techno. A estes, seguiu-se a bizarria de Noah Lennox (Panda Bear) que, aproveitando uma pausa dos Animal Collective, nos ofereceu um disco recheado de belas especulações pop. Ainda no domínio dos chamados “projectos paralelos”, o canadiano Spencer Krug (Sunset Rubdown), editou o melhor dos seus discos individuais, demonstrando que a sua verve (e a sua carreira) não depende dos Wolf Parade. O último par de discos dos primeiros dez do ano é encerrado por dois projectos europeus. Sascha Winkler, artisticamente chamado Kalabrese, é o underdog do ano e um valor seguro para anos vindouros, com um impressivo primeiro álbum a merecer escuta atenta. A fechar, os germânicos Einstürzende Neubauten, senhores doutos do rock industrial europeu que, ao fim de trinta anos de carreira, ainda são capazes de reinventar-se.

Cá pelo burgo, o ano de 2008, trouxe uma tardia consagração comercial a Jorge Palma (foi preciso o homem escrever um disco mais comercial para muitos portugueses o ouvirem pela primeira vez!) e confirmou a solidez do estatuto de David Fonseca. JP Simões, o compositor português que deu luz aos Belle Chase Hotel e ao Quinteto Tati, escreveu um dos melhores discos do ano, numa clara homenagem à sua predilecção pela geração setentista da música brasileira. Este foi, também, o ano de afirmação definitiva de três projectos: os Micro Audio Waves que, depois de algum reconhecimento além-fronteiras, viram finalmente a sua música a merecer alguma exposição e o reconhecimento devido, os lisbonenses Hipnotica, cada vez mais um valor firme das tendências mais abstractas da música lusa, e Old Jerusalem, o espaço solitário com que o cantautor portuense Francisco Silva nos vem deliciando. Nas revelações, destacando-se da miríade de edições avulsas que subitamente invadiram o mercado nacional, merecem referência os experimentalistas Tropa Macaca, projecto de Ju-Undo e Símio Superior, com uma belíssima estreia em vinil, o conceito The Partisan Seed, onde o ex-Kafka Filipe Miranda desvenda posturas intimistas e DJ Ride, com uma impressiva primeira aparição, a prometer altos voos num futuro próximo. A finalizar, e porque os últimos podem ser os primeiros, o destaque maior do ano nacional foi o regresso do homem dos sete instrumentos, Júlio Pereira, num sublime exercício de redescoberta das raízes da música lusa e respectivas convergências com espaços e referências sonoras de outras partes do planeta.

E assim se fez música em 2007.

Os dez mais (internacionais):

1.º Battles, Mirrored
2.º Burial, Untrue
3.º Yeasayer, All Hour Cymbals
4.º The National, Boxer
5.º Efterklang, Parades
6.º The Field, From Here We Go Sublime
7.º Panda Bear, Person Pitch
8.º Sunset Rubdown, Random Spirit Lover
9.º Kalabrese, Rumpelzirkus
10.º Einstürzende Neubauten, Alles Wieder Offen

Os dez mais (nacionais):
1.º Júlio Pereira, Geografias
2.º Tropa Macaca, Marfim
3.º JP Simões, 1970
4.º Micro Audio Waves, Odd Size Baggage
5.º Hipnótica, Better Communities For Better Days
6.º DJ Ride, Turntable Food
7.º Mário Laginha Trio, Espaço
8.º Old Jerusalem, The Temple Bell
9.º Blasted Mechanism, Sound in Light
10.º The Partisan Seed, Visions of Solitary Branches

Para consultar a lista completa dos trinta melhores discos do ano, clique aqui.

sábado, 30 de dezembro de 2006

Balanço do ano

Mais um ano se finda, mais uma temporada de balanços se infiltra nas mentes melómanas aficionadas destas coisas de alinhavar listas dos melhores produtos discográficos dos últimos trezentos e sessenta e cinco dias. Conclusão necessariamente subjectiva e redutora, a escolha é uma mera indicação, a pista que deve servir de luminária para rever ou descobrir alguns dos factos mais meritórios do ano que agora termina, guardando-se a ressalva de que as coisas não se fecham aqui e que, inevitavelmente, outros discos mereceriam menções e encómios. Feita a emenda, deitemos olhos (e ouvidos) ao que de melhor se revelou na música de 2006.

Como sempre, o mercado norte-americano esteve particularmente dinâmico, merecendo nota de destaque o regresso (e o crescimento artístico) da sensação Joanna Newsom, novo símbolo da freak folk que, refinando conceitos em favor de composições com um corpo orquestral mais sólido, se afirma definitivamente como um dos símbolos das novas vagas da música americana. Se Newsom nos trouxe um pedaço do paraíso, houve quem nos mostrasse o assombro mágico da abstracção. Scott Walker, figura enigmática dos cancioneiros de vanguarda, presenteou-nos com uma obra de proporção majestosa, mais um capítulo na empenhada reconstrução de formatos que o músico vem ensaiando desde Tilt (1995). Também nos E.U.A., o projecto Man Man, bizarro ensemble liderado por Honus Honus, mostrou-nos as várias caras do experimentalismo, nos antípodas da música convencional, com um disco excêntrico e da mais pura genialidade. A mesma fonte de inspiração iluminou os Liars e a sua (re)visão artística sobre os paradigmas da pop; com o terceiro álbum, o mais conceptual do seu percurso, eles somaram três instantes incontornáveis da música contemporânea. Ainda por terras do tio Sam, uma palavra para outras edições com méritos firmes. O duo rap Clipse que, com produção da sigla Neptunes (Pharrell não dorme), fez com Hell Hath No Fury um dos ápices do ano. Numa linha diferente, mas com algum alento rap, Doseone e os seus Subtle ofereceram-nos um tomo ecléctico e que fez as delícias dos adeptos do experimentalismo ao serviço de várias escolas, do rock à electrónica progressiva. Nos sons com mais peso, os Mastodon confirmaram o que deles se esperava, dando novo fôlego ao metal progressivo, e os Comets on Fire não deixaram os créditos em mãos alheias. Distorções num, psicadelismo no outro, dois álbuns a escutar de tímpano alerta. A surpresa inesperada do ano foi a revelação do jovem Zach Condon e do conceito Beirut. Sons do mundo mascarados de folk americana, numa colecção de cores pouco comum e que merece a pena destapar lentamente. E Tom Waits andou por aí.

Um pouco mais a norte, no Canadá, os Sunset Rubdown (de Spencer Krug, dos Wolf Parade) construíram uma preciosidade súbtil, um delírio barroco para animar a malta pop. Entretida a caterva pop, coube aos conterrâneos Junior Boys puxar para as pistas de dança as heranças do synth pop dos 80's. Porque a nostalgia também pode ser moderna. E Tiga estava ali ao lado.

Do outro lado do Atlântico, ganhou tamanho o fenómeno dubstep. Da clandestinidade londrina, saltaram duas obras incontornáveis para curiosos de um som mecânico e inquietante. Burial, primeiro, e Kode9, depois (com mais brilhantismo), abriram-nos o pórtico para um futuro incerto, resignado à depressão urbana mas com força para fantasiar veredas inauditas de uma electrónica fracturada, sem tempo e espaço e que, por isso mesmo, define paradigmas novos, sem amarras. Também na Europa, embora num registo díspar, a cena berlinense fez-se representar na electrónica borbulhante do trabalho conjunto de Ellen Allien com o projecto Apparat. Contestação IDM com um rasgo de sensualidade. Da Escandinávia, chegou-nos o grito silencioso da máquina electrónica dos The Knife, também ela um cicerone de um porvir pejado de corantes electrónicos. Ainda na órbita sintética, Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, divertiu-se com os sintetizadores e abriu espaço para especulações sobre as ideias vindouras da sua banda. No capítulo das revelações, também Londres nos trouxe uma iguaria inesperada. Chamam-se Guillemots, são um quarteto multinacional e fizeram um tomo de pop idealista. Coisa para ouvir e esperar por confirmações.

Cá no burgo, de tudo um pouco. Do esperado regresso de Sérgio Godinho (em ano de retorno de Bob Dylan, Bert Jansch ou Chico Buarque), da Brigada Victor Jara e dos Dazkarieh, à confirmação dos talentos dos Dead Combo ou de Paulo Furtado (The Legendary Tiger Man), o ano esteve activo. Um novo trabalho de Carlos Bica é sempre um acontecimento, Sassetti e Laginha não estiveram parados, os Gaiteiros de Lisboa juntaram mais um capítulo precioso ao cancioneiro nacional e Sam the Kid escreveu o melhor que o hip hop português já escutou. Entre confirmações e revelações, saltam os nomes do organista Samuel Jerónimo, dos Linda Martini, de Nuno Prata, de Armando Teixeira (Balla), dos matosinhenses Stowaways, dos vanguardistas Sei Miguel e Rafael Toral.

Assim se fez música em 2006.

Internacional

1. Kode9 + The Spaceape, Memories of the Future
2. Joanna Newsom, Ys
3. Scott Walker, The Drift
4. Clipse, Hell Hath No Fury
5. Man Man, Six Demon Bag
6. Danielson, Ships
7. The Knife, Silent Shout
8. Subtle, For Hero: For Fool
9. Mastodon, Blood Mountain
10. Liars, Drum's Not Dead



Nacional

1. Stowaways, Huntclub
2. Gaiteiros de Lisboa, Sátiro
3. Dead Combo, Quando a Alma Não é Pequena, Vol. II
4. Bernardo Sassetti, Unreal: Sidewalk Cartoon
5. Sei Miguel, The Tone Gardens
6. Balla, A Grande Mentira
7. Mário Laginha, Canções e Fugas
8. The Legendary Tiger Man, Masquerade
9. Sérgio Godinho, Ligação Directa
10. Carlos Bica & Azul, Believer


Veja a lista completa dos 30+ clicando aqui.

domingo, 1 de janeiro de 2006

Balanço de 2005

Com o termo de mais um ano, repete-se a costumeira mirada para trás a percorrer em retrospecção os últimos trezentos e sessenta e cinco dias de edições musicais. Muitos dias, muitos discos, muitas horas de audição depois, é altura de pesar méritos e insuficiências de intérpretes, de recuperar sensações produzidas pela música e encher esta folha de papel com os discos mais tocantes do ano. Escolher de um universo tão vasto de lançamentos é um exercício limitativo e, por consequência, um acto redutor e subjectivo. E dessa subjectividade, apenas dela e dos estímulos pessoais suscitados por cada um dos discos, derivaram as considerações que aqui se deixam expressas. Ao leitor, estou certo de que estas propostas interessarão como pistas, meros alvitres que levem à descoberta do desconhecido ou ao reconhecimento de reputações.

Musicalmente, o ano que agora finda foi como outros: cheio de coisas boas, algumas decepções, outras tantas revelações e muitas horas a ouvir música. A nível internacional, este foi o ano que confirmou o génio megalómano do americano Sufjan Stevens, autor de mais um capítulo da sua saga musical consagrada aos estados americanos e que, no devaneio do músico, há-de dedicar um disco a cada estado. No segundo álbum da colecção, Illinois, Stevens criou uma obra ambiciosa e ecléctica, um verdadeiro cartão de visita musical e a cuja majestade ninguém fica indiferente. Certamente, um disco omnipresente nas listas de melhores do ano. Ainda em terras do tio Sam, este foi também o ano da ambiguidade dos Animal Collective (Feels) e da pujança rock das Sleater-Kinney (The Woods). Enquanto o trio feminino de Washington prosseguiu a virtuosa rotina de escrever grandes álbuns rock, os nova-iorquinos redesenharam o seu intenso espaço de ambiguidade sonora, na verdadeira caixinha de emoções que é o seu sétimo disco. Além desses, num registo mais plácido, sobressaiu o nome de Anthony. O andrógino compositor californiano fixou definitivamente, ao segundo álbum (I Am a Bird Now), o seu espaço na cena musical norte-americana como songwriter do lado negro do amor. Ainda no capítulo das confirmações, nos E.U.A., uma referência aos discos competentes dos sublimes californianos Mars Volta (Frances The Mute), ao terror do novo trabalho do projecto Sunn O))) (Black One), à pop de casta dos The Decemberists (Picaresque), de Amos Lee ou Josh Rouse (Nashville), ao hip-hop de Edan (The Beauty and the Beat), Kanye West (Late Registration) ou Cam'ron (Purple Haze), à folk dos My Morning Jacket (Z) ou de Devendra Banhart (Cripple Crow) e às múltiplias dimensões rock dos White Stripes (Get Behind Me Satan), dos Queens of the Stone Age (Lullabies to Paralyze), dos Lightning Bolt (Hypermagic Mountain), dos Fantômas (Suspended Animation) ou dos System of a Down (Mezmerize/Hypnotize). A encabeçar a lista de debutantes para este ano na música americana, os irreverentes Clap Your Hands Say Yeah que, à custa de um disco em edição de autor e de algumas reviews favoráveis, geraram algum burburinho à sua volta e prometem agitar a cena rock nos tempos mais próximos. A par destes, embora num registo distinto, a electrónica do projecto LCD Soundsystem marcou pontos num disco de estreia convincente e que deixou água na boca. Ainda em matéria de revelações, este ano trouxe-nos, do Canadá, a estreia em disco da exuberância da pop alternativa dos Wolf Parade (Apologies to Queen Mary), da mesma Montreal que vira nascer os Arcade Fire, no ano transacto. Também do Canadá, merecem um apontamento de destaque os regressos esperados dos Broken Social Scene e dos The New Pornographers (Twin Cinema).

Fora do continente americano, num ano particularmente activo no Reino Unido, o ano ficou marcado pelo regresso em força dos escoceses Franz Ferdinand (na mesma linha do primeiro longa-duração), dos ingleses Coldplay (cada vez mais os porta-vozes primeiros da brit pop) e Depeche Mode (um regresso ao passado mais criativo) e pelas revelações dos britânicos Bloc Party, Art Brut e Kaiser Chiefs (novos mensageiros do movimento rock), da pop elaborada dos Clientelle e da electrónica surpreendente de M.I.A.. Uma nota ainda para os discos bem conseguidos de Jamie Lidell (Multiply), em convenções electrónicas precisas, dos Part Chimp (I Am Come), pela combatividade convulsiva do noise rock que defendem, dos Elbow (Leaders of the Free World) e dos Low (The Great Destroyer), pela competência e requinte, e dos Gorillaz (Demon Days), pela versatilidade da boa escrita. Pelo resto da Europa, Pascal Arbéz, sob o pseudónimo Vitalic (Ok Cowboy), e o alemão Rajko Müller (Isolée, We Are Monster), agitaram a electrónica europeia. Os suecos Opeth (Ghost Reveries) recriaram conceitos do metal escandinavo e os islandeses Sigur Rós (Takk) produziram mais uma tocante ode glacial. No resto do Mundo, os australianos Architecture in Helsinki (In Case We Die) deram-nos uma amostra do mais puro e irresistível psicadelismo electrónico, os congoleses Konono n.º 1 (Congotronics) fizeram-nos dançar ao som do likembé e a dupla invisual (do Mali) Amadou & Mariam (Dimanche à Bamako) encantou-nos com um passeio de Domingo às sonoridades africanas.

Mas 2005 foi, também, um ano marcado por alguns regressos sonantes e alguns flops. Rolling Stones, Paul McCartney, Kate Bush, Bruce Springsteen, Madonna, Vashti Bunyan, Nine Inch Nails e Sinnéad O'Connor regressaram às lides discográficas sem medo das sombras do passado e conseguiram, uns mais do que outros, não deslustrar o património que ostentam e até, em alguns casos, acrescentar novos ingredientes ao receituário costumeiro. Nas desilusões, os nomes de Moby, Tori Amos, New Order (outro regresso "histórico") e Liz Phair marcaram edições discográficas menos felizes.

No que toca à música nacional, para além da confirmação dos créditos de compositor de Francisco Silva (Old Jerusalem), do pianista Bernardo Sassetti e dos criativos Blasted Mechanism e D-Mars (sob o pseudónimo Rocky Marsiano), também dos regressos de Sara Tavares, David Fonseca e Rui Veloso, o ano foi particularmente dinâmico para as divas do fado moderno, com discos novos de Mariza, Mísia e Cristina Branco, e deram-se a conhecer em disco alguns conceitos musicais que, até aqui, estavam guardados no anonimato. Nesse grupo incluem-se o guardense Victor Afonso (Kubik), que nos proporcionou um invulgar exercício de bricolage musical, o colectivo lisboeta Ölga, os luso-canadianos Funami, o Complicado Miguel Gomes, os rappers Factor Activo, Serial, Sagas e Preto, os Loosers, os If Lucy Fell e os mirandeses Galandum Galundaina.

Foram estes os nomes que fizeram a melhor música de 2005. Para o ano há mais. Num registo para a história, aqui ficam as listas:

INTERNACIONAL
1.º Sufjan Stevens, Illinois
2.º Broken Social Scene, S/T
3.º Animal Collective, Feels
4.º Clap Your Hands Say Yeah, S/T
5.º The Mars Volta, Frances the Mute
6.º Wolf Parade, Apologies to Queen Mary
7.º Sunn O))), Black One
8.º Anthony and the Johnsons, I Am a Bird Now
9.º Sleater-Kinney, The Woods
10.º The New Pornographers, Twin Cinema

NACIONAL
1.º Kubik, Metamorphosia
2.º Complicado, Haunted
3.º Old Jerusalem, Twice the Humbling Sun
4.º Rocky Marsiano, The Pyramid Sessions
5.º Mariza, Transparente
6.º Serial, Brilhantes Diamantes
7.º Mísia, Drama Box
8.º Carlos Bica, Single
9.º Blasted Mechanism, Avatara
10.º Ölga, What Is